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By ciclosw O aumento desordenado da complexidade é um fator limitante para o desenvolvimento e manutenção dos novos sistemas computacionais. Os sistemas atuais: apresentam múltiplas camadas e tecnologias que se interconectam, trabalham de forma distribuída, são altamente dinâmicos, apresentam grande volume de informações, abertura a novos componentes (heterogeneidade) e devem estar disponíveis todo o tempo. Com isso, cresce a necessidade em dispor de pessoal cada vez mais especializado para construir e controlar esses sistemas.
A partir do início dos anos 90, pesquisadores do campo de Ciência da Computação vêm sinalizando a possibilidade da ocorrência de uma crise de complexidade do software, fenômeno esse que está se consolidando no momento. Desde então, os sistemas auto-gerenciáveis têm sido apontados como a solução mais adequada para conter essa crise. Suprir um sistema com a característica de auto-gerenciamento é uma forma de delegar ao próprio sistema a capacidade de lidar com sua complexidade e resolver suas crises.
Os sistemas self-organizing são uma categoria de sistema auto-gerenciado e são ideais para trabalhar em ambientes que apresentem muitas mudanças e precisem coordenar vários mecanismos que simultaneamente se relacionam. Eles apresentam as seguintes características:
São auto-adaptativos;
Apresentam abordagem top-down (visão macro influencia visão micro);
Não conhecem modelo arquitetural, políticas, nem as propriedades do sistema e ambiente.

Implementam propriedades self-* (basicamente: auto-configuração, auto-recuperação, auto-proteção e auto-otimização);
Trabalham de maneira distribuída;
Trabalham baseados no contexto do ambiente (context-awareness);
Permitem alterações em runtime;
Operam em um Ambiente:
Altamente dinâmico;
Utilizado em larga escala.

Seus aspectos de emergência e imprevisibilidade tornam ainda mais difíceis as tarefas de projetar, implementar e testar sistemas deste tipo. Algumas ferramentas já foram disponibilizadas para oferecer suporte a este cenário, das quais são exemplos a “IDE” VAStudio e o framework JASOF.
Exemplos de uso dos sistemas self-organizing estão presentes nos projetos: Kilobot (http://www.eecs.harvard.edu/ssr/projects/progSA/kilobot.html), TaxSOM (http://soma.arb-silva.de/) e ABROSE (http://cordis.europa.eu/infowin/acts/analysys/products/thematic/agents/ch3/abrose.htm). É possível perceber através da comparação entre eles quão amplo é o campo de aplicação desse tipo de sistema: o projeto Kilobot tem aplicação no tema cibernética, o TaxSOM no campo da medicina e o ABROSE na área de comércio. Eles ainda podem ser aplicados sobre uma variedade de redes (redes de sensores, redes Kohonen, redes veiculares), comunidades web, cloud computing, computação em grid e até sobre os processos de gerência, como é o caso do BPI.
Ainda é necessário realizar avanços para amadurecer o processo, os métodos, tecnologias e ferramentas próprias ao desenvolvimento dos sistemas self-organizing, mas o fomento das pesquisas neste sentido é uma forma de transformar essa proposta em realidade.

Source:: http://ciclosw.wordpress.com/2014/09/02/sistemas-self-organizing/

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