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By Luiz Gustavo Schroeder Vieira Claro que sim! Inclusive desafio quem diga que não tem. Todavia, como vimos alguns posts atrás (14 coisas que você deve saber sobre Desenvolvimento de Software), é preciso entender que se descobre durante o desenvolvimento do seu sistema que não se sabia exatamente tudo o que queria e/ou precisava. Ou seja, tecnicamente falando, existem formas do cliente mostrar ao seu fornecedor que ele sabe tudo que precisa – como Termos de Aceitação para documentos de Análise de Requisitos e Sistemas.Na área de TI, especificamente em desenvolvimento de sistemas, existem três tipos de cliente: Aquele que sabe o que quer, aquele que sabe como quer e aquele que não sabe o que quer e não faz ideia de como quer (rs). Para melhor entendimento, vou exemplificar:- Aquele que sabe o quer quer: Em outras palavras, o cliente já tem os requisitos todos levantados e quer que você (fornecedor/especialista) faça do jeito que ele solicitou – geralmente é o tipo de cliente que conhece muito do negócio mas é tecnicamente leigo no quesito desenvolvimento de software. As empresas cujo desenvolvimento de software não é a atividade fim naturalmente se encaixam nesse perfil, pois não faz sentido, por exemplo, uma empresa que vende roupa possuir uma equipe própria desenvolvendo sistemas.- Aquele que sabe como quer: É aquele cliente que sabe como fazer, ou seja, que detém o conhecimento técnico da atividade em questão – geralmente é o tipo de cliente que conhece do negócio e entende de desenvolvimento de sistemas. Nesse perfil encaixam-se bem as empresas que são desenvolvedoras de software. Mas nesse caso, por que essa empresa terceirizaria essa atividade? Simples, imaginemos a seguinte situação: uma empresa desenvolve CRM para Web e seu cliente pede para criar um aplicativo no iPhone que acessasse alguns dados da sua aplicação. Nesse caso a empresa sabe o que quer, sabe que pode fazer, mas como não é o seu core business, ela opta por fazer com algum terceiro por ser mais ágil e barato.- E, como falei anteriormente, existe aquele que não sabe o que quer e não faz ideia de como quer: Esse cliente, acredite, existe em diversas situações, tais como: – Clientes que possuem uma “ideia genial” de um sistem que não sabem exatamente o que é. Mas sabem que querem. – Clientes que tem a oportunidade de desenvolver um sistema ou aplicativo para um terceiro (uma licitação, por exemplo) cujo desenvolvimento ele decide intermediar sem o poder de decisão final nem conhecimento técnico para agregar ao serviço.Nesse último caso, pela minha experiência, geralmente é o que gera mais dor de cabeça para ambas as partes. Isso acontece por N motivos e quem é o culpado? Geralmente não tem um culpado. O fornecedor pode ser de confiança e o cliente deve assinar embaixo de, naturalmente, tudo o que é dito (e seja o que Deus quiser).Bom, é assim que muitos acreditam ser o relacionamento ideal entre as partes. Mas mesmo assim, existem alguns cuidados que se deve ter para que essa confiança não se deteriore no decorrer do projeto:- Entendendo que existe uma relação de confiança em potencial com seu parceiro/fornecedor, a minha primeira dica é: não intermedie o relacionamento com o usuário final, na pior das hipóteses, acompanhe. Deixe seu parceiro fazer o trabalho, querer ajudar pode atrapalhar. Conhece “telefone sem fio”? É por aí…- Saiba onde está pisando: forneça TODAS as informações possíveis ao seu parceiro e deixe o canal de comunicação aberto entre as partes. Levante todos os requisitos funcionais e não funcionais necessários para homologação do sistema. Se preciso, trabalhe com Termos de Aceite.- Não subestime o trabalho do seu parceiro. Trabalhar horas extras não vai fazer o sistema nascer da noite pro dia. Certa vez ouvi um colega de trabalho dizer “ele não faz ideia do que é quebrar a cabeça durante mais de uma hora numa única linha de código”.- Bugs são normais, acreditem. É impraticável testar todas as alternativas de uma aplicação. Saiba definir o que é realmente mais importante ao invés de dizer “oras, tudo é importante”.- Seja pontual na sua reclamação, não adianta dizer: “não era nada disso que eu queria, o sistema está uma porcaria”, quando o cliente queria que mudasse a cor do botão de cinza para vermelho.Entendendo profundamente e seguindo essas sugestões acima, tenho certeza que o relacionamento com o seu parceiro vai ser muito mais suave e a possibilidade de sucesso será muito maior. Boa sorte!

Source: http://www.testavo.com.br/2012/03/o-cliente-tem-sempre-razao.html

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