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By Luiz Gustavo Schroeder Vieira Existe a lenda de que uma empresa de desenvolvimento de software de pequeno-médio porte sonha em ter um projeto de grande porte para “sustentar” o seu negócio nos próximos anos. Os clientes geralmente temem isso pois não confiam um grande projeto nessas equipes e acham mais seguro passar os requisitos aos poucos. Certo? Errado? Bom, vamos aos dados:- Automação de Testes é bom? Vale a pena? A minha resposta é: depende. Se o projeto é curto prazo, não vale a pena. Se o projeto é longo prazo, feito o planejamento adequado, pode ser um grande aliado na economia e agilidade do seu projeto, se feito “nas coxas”, pode dar muita dor de cabeça. Invista corretamente. Exemplo: Certa vez, visitei um cliente que tinha seus projetos bem estruturados com muita divisão de funções, equipe de Testes razoavelmente experiente, porém gerenciada por um coordenador que só tinha olhos para a equipe de desenvolvimento, testes eram somente para “dar suporte”. Assim optou por automatizar os testes num produto dele. Deu treinamento de uma ferramenta para seus funcionários, dedicou dois ou três recursos full-time para dar vazão às atividades e começou a automatizar. Resultado? Um desastre. Por quê? Ninguém estava responsável por tornar a aplicação “testável”, ninguém estava responsável por gerar os dados no ambiente de testes, a equipe não tinha experiência na ferramenta e tampouco em linguagens de programação, dentre outros fatores. Nunca mais utilizaram esses testes e foram todos para o lixo. Valeu a pena? Bom, o que era para se tornar um grande benefício ao projeto (e seria se fosse implementado da forma correta), se tornou um grande desastre. Serviu para aprendizado.- Matriz de Rastreabilidade é útil? Vale a pena? A minha resposta é: depende. Se o projeto é de pequeno porte, geralmente não precisa mesmo por que a equipe provavelmente será a mesma do começo ao fim. Se o projeto é de grande porte, idealmente precisaria de alguém trabalhando especificamente na manutenção dessa matriz, seja ela feita em nível de código ou em nível de requisitos. O que é um meio termo? Se for feito desde o começo do projeto, independente da complexidade do mesmo, fica fácil. O problema é quando o projeto já está um elefante branco e percebem a falta de uma matriz. Exemplo: Tive um cliente certa vez que comentou: Gustavo, vamos economizar, gostaria que você passasse as atividades de Testes para minha equipe interna (na verdade ele ia colocar um monte de estagiários para clicar freneticamente nas telas entregues do sistema). Expliquei os motivos pelo qual eu acreditava não ser uma boa estratégia mas sabem como são os clientes. Certo tempo depois o cliente fala: engraçado, o sistema está bastante instável. Funcionalidades que estavam estáveis antes, pararam de funcionar. Vocês andaram mexendo em outros módulos? Bom, mais uma vez expliquei pra ele tudo aquilo que tínhamos conversado anteriormente e ele disse: bom, agora gostaria que você montasse um Plano de Testes incluindo a manutenção de uma Matriz de Rastreabilidade… – Testes de Regressão são necessários? Sim, sempre. A questão é se eles devem ou não serem planejados ao longo da gestão do projeto. Se o projeto for de longo prazo, a empresa contratada deverá orientar seus coordenadores de Testes a fazerem a amarração (veja: test harness) dos seus Casos de Testes (sejam manuais ou automatizados) e avaliar a possibilidade de automação dos mesmos, dentre vários outros fatores. Exemplo: Eu sempre cito esse exemplo nos meus workshops. Existem vários tipos de Testes de Regressão, um bom gestor deve saber qual é a melhor estratégia para a sua empresa. Tive um cliente que optou por utilizar a estratégia: reteste total do sistema apesar do seu sistema não ser o que chamamos de “missão crítica” (estes sim são fortes candidatos ao reteste total). O que eu previa e aconteceu? Crescimento em PG (Progressão Geométrica) da etapa de Regressão. Primeira release gastávamos uma tarde, na oitava release gastávamos uma semana. Eles já estão, aproximadamente, na 19

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