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By Luiz Gustavo Schroeder Vieira Primeiramente, o “outsourcing” que eu me refiro, o mercado chama de Fábrica de software. Sinceramente não gosto muito desse termo, por um motivo simples: empresa de desenvolvimento de software não possui peões, e sim talentos. O mercado costuma chamar outsourcing de, em outras palavras, alocação de profissionais, o tal do body shop, e body shop é coisa de empresa de RH, não de TI. Outsourcing é simplesmente a tradução de um termo BEM conhecido: terceirização. Enfim, a motivação para escrever esse post não partiu da indefinição dessa terminologia, só comentei para termos um melhor entendimento dos termos – inclusive posso estar errado na definição precisa dos mesmos.E antes de falar a respeito de metodologias ágeis, quem acompanha meu blog pode ter uma impressão previamente incorreta da minha opinião sobre esse tipo de metodologia. Já me chamaram de “especialista em testes para metodologias ágeis” por ter descrito uma forma de trabalho que eu mesmo defini na época em que estruturei o processo de testes numa empresa que trabalhei e utilizava Scrum, mas também já me chamaram de Judas por criticar essa metodologia em alguns posts. Simplesmente gosto de deixar claro: não só o Teste que é dependente de contexto, metodologia TAMBÉM É!Sinceramente, esse título eu sugeri mais para chamar a atenção do que para criticar a metodologia de fato. O principal motivo pelo qual eu escrevo aqui é simplesmente para alertar alguns gestores que optam por terceirizar desenvolvimento de software com empresas que utilizam metodologia ágil. Sim, eu acho essa metodologia super modismo. Modismo pelo fato de os fanáticos acreditarem que ela vai resolver todos os problemas. Não, não resolve, e vou dizer por quê. Aliás, fanatismo por qualquer coisa que seja também é uma ignorância, mas esse é um outro assunto, bem mais filosófico.E vale ressaltar também que, a empresa não possui metodologia ágil simplesmente por que possui stand up meetings todo dia ou define suas atividades num backlog e possui sprints de três semanas em média, isso não torna sua metodologia necessariamente ágil. Essas são apenas algumas disciplinas que englobam todo um contexto. Sendo este, muito interessante por sinal.Para contratar esse tipo de serviço, é importante colocar na ponta do lápis todos os gastos e custos de uma empresa quando ela opta por terceirizar com uma empresa que vende a metodologia ágil como solução dos seus problemas. Essa “agilidade” toda muitas vezes está camuflada atrás de um enorme retrabalho, não entendimento de escopo do projeto, falta de qualificação técnica ou atendimento inadequado.Seu documento de análise é seu contrato. Uma vez que a metodologia ágil preza pela comunicação, o tal do “disse que me disse”, fica complicado saber se seu fornecedor entendeu de fato sua necessidade. Se o documento de análise foi aprovado e optaram por mudar o escopo durante o desenvolvimento, aí é assunto para um outro post, possivelmente sobre Gestão de Mudanças. Uma vez que a metodologia ágil preza por equipes multidisciplinares, não adianta colocar um monte de Júnior “só para eles se sentirem parte do projeto”. Cada um tem que saber suas responsabilidades DE FATO, e nesse mercado onde um bom Desenvolvedor é raridade, esse bom atendimento e senso de responsabilidade é cada vez mais escasso. Ou seja, multidisciplinariedade é bonito da boca pra fora, o bom é achar profissionais que são ótimos desenvolvedores OU ótimos analistas OU ótimos testadores, os dois (ou três) em um só, geralmente não funciona. Todo mundo sabe que o mercado de TI está escasso de bons profissionais. Não existe mais aquela figura do estagiário que faz chover, isso é passado; é tempo e dinheiro desperdiçados.Uma vez que um fornecedor de software não comunica seu cliente do que está sendo desenvolvido (em muitos casos COMO está sendo desenvolvido, não importa), não se sabe o que esperar lá no final. Comunicação é importante sim, mas para detalhar ou especificar o que já é conhecido de fato. Proximidade com o cliente e acompanhamento periódico também é importante, mas achar que isso é suficiente está longe de ser o ideal (sim, eu sei que ser ágil não se limita somente a isso).Experimenta sugerir trabalhar com escopo fechado e justo para uma empresa que opta por utilizar metodologia ágil. Eles vão correr. Sim, vão, mas por quê? Simplesmente pelo fato deles arcarem com os custos de retrabalho, mau atendimento, qualificação técnica inapropriada ou conhecimento específico. Conhecimento específico ao qual me refiro não está relacionado ao negócio, isso é discussão para outro post também.Por fim, vou reforçar o que eu comentei nos primeiros parágrafos: metodologia também é dependente de contexto. A minha pergunta é: você andaria num avião cujo sistema foi desenvolvido utilizando metodologias ágeis, cuja estratégia de testes mais recomendada são Testes Exploratórios?

Source: http://www.testavo.com.br/2012/02/metodologias-ageis-e-outsourcing-nao.html

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