Post

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars
Loading ... Loading ...

By André Muniz
Olá mais uma vez. Hoje resolvi falar um pouco sobre um dos maiores dilemas para todos aqueles que querem mudar o mundo mas precisam de alguém para financiar essa mudança. Sim, somos nós, heróis de TI, que com muito esforço utilizamos muitas vezes de recursos que não existem, tempo que nunca é suficiente e trabalhos que não são sempre reconhecidos.
Um dos maiores dilemas entretanto, é quando nos deparamos com a seguinte situação: Após uma série de estudos, definições e várias sessões de brainstorm, a equipe decidiu adotar a solução A. Entretanto, por algum motivo (que normalmente nem chega ao time) o cliente – que é quem está pagando – decidiu que para todos os envolvidos (usuários finais incluídos) é melhor que seja adotada a solução B. Soou familiar? Como procedemos nesses casos? Por que isso acontece?
Vou tentar responder de trás para frente.
Antigamente, o desenvolvimento de software tinha o foco muito diferente do que temos hoje em dia. Na época em que se alguém quisesse usar um software de planilha eletrônica tinha que recorrer ao Lotus 1-2-3 e, consequentemente, não havia a concorrência que temos hoje, o usuário era por muitas vezes refém de uma situação em que ou ele aprendia a utilizar aquela ferramenta (normalmente lendo um manual extenso e altamente técnico) ou “fazia na mão”. Isso acontecia principalmente porque quem projetava os sistemas eram pessoas que estavam naquele meio comumente (desenvolvedores de software). O que isso quer dizer? Quer dizer exatamente que se o usuário final não tivesse as mesmas habilidades de um programador, não conseguiria usar de forma satisfatória. Isso acontecia porque esse tipo de abordagem – em que o cliente está em foco e o sistema é desenvolvido baseado nos requisitos e desejos do mesmo – se baseia em premissas como:

Ênfase no funcionamento do sistema
Especialistas (desenvolvedores, designers, testers) trabalhando de forma isolada
Não há validação do usuário até o primeiro release
Visão de qualidade no produto (ex. número de bugs)

Design Centrado no Cliente

Diferentemente, temos hoje uma abordagem em que o sistema é projetado baseado nos interesses dos usuários que irão utilizar o produto que está sendo desenvolvido. Analogamente, temos então que o design centrado no usuário tem como premissas:

Ênfase na interação com o usuário
Equipes multidisciplinares trabalhando conjuntamente
Validação por parte dos usuários antes mesmo de escrever a primeira linha de código
Visão de qualidade baseada na satisfação do usuário

Design Centrado no Usuário

Vemos então que esse tipo de abordagem – a do design centrado no usuário – tem como foco trazer o usuário para dentro do processo. Mas e quando os usuários querem uma coisa diferente do que o cliente quer? Bom, nesse caso o mais prudente é tentar convencer o cliente da importância e do impacto que é ter um projeto que está alinhado com o desejo dos usuários finais. Um produto que não atende as expectativas não vai ser vendido (ou baixado) e não vai gerar lucros e/ou visibilidade. Contudo, nem sempre o cliente vai querer ceder e é aí que entra toda a experiência do profissional para saber lidar com a situação. Não se preocupe se não conseguir, nem todos querem mudar o mundo. Alguns simplesmente não podem fazê-lo.
Se tudo isso soou familiar, não se preocupe. Isso é sinal de que você está no mundo real.
Arquivado em:Tudo, UX

Source: http://bytesdontbite.com/2012/02/09/design-centrado-no-usuario-x-design-centrado-no-cliente/

Category: Tudo, UX

Você também pode querer ler

Comments are off for this post.