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By AsEspecialistas

O Teste de Software possui algumas nomenclaturas de cargos definidos como “default” para área. Muito já foi discutido em literaturas diversas, e também em variados (e recomendados) blogs da área como:
• Bug Bang Theory (Camilo Ribeiro)
• SemBugs (Elias Nogueira)
• QualidadeBR (Fabrício Ferrari)
• Gustavo Quezada
• Testador (Daniel Alves), dentre tantos outros…

A definição dos papéis segue uma linha única, mas uma coisa é fato: os papéis do Teste de Software são adaptáveis à realidade das empresas.
Teoricamente, os papéis têm as seguintes funções:

• Testador, Homologador ou Tester: é o profissional que tem como responsabilidade principal executar os testes planejados pelo Analista de Teste e, se for o caso, reportar os erros encontrados.

• Analista de Teste, Analista de Homologação ou Projetista de Teste: tem como premissa ser mais experiente que o Testador, o ideal é que tenha sido um. É ele quem elabora os Casos de Teste que serão executados pelo Testador. Em alguns casos, põe a mão na massa e executa os testes.

• Automatizador ou Analista de Teste de Automação: é quem transforma os Casos de Teste elaborados pelo Analista de Teste, em scripts automatizados. Além de automatizar os testes funcionais é também responsável pelos testes de Desempenho, Performance e Carga. É fundamental que conheça bem linguagens de programação.

• Arquiteto de Teste ou Engenheiro de Teste: é responsável pela criação e manutenção de toda a infra-estrutura de teste, incluindo o ambiente, a arquitetura e as ferramentas de teste.

• Líder de Teste ou Coordenador de Teste: é o profissional responsável pela coordenação dos testes. É ele quem estima os esforços, os recursos e o tempo de teste. É também quem cria e mantém o Plano de Teste e atribui as tarefas para os demais membros da equipe.

• Gerente de Teste: é a pessoa central que trata de todos os assuntos relacionados ao Teste de Software. É, normalmente, responsável pela definição da política de teste usada na organização, incluindo: planejamento de testes, documentação dos testes, controle e monitoramento dos testes, aquisição de ferramentas de teste, participação em inspeções e revisões do trabalho de teste.

Mas na prática…

Os profissionais se misturam entre tantas nomenclaturas, e é cada vez mais comum um profissional “vestir o chapéu do outro” e realizar diversas funções.

Raramente um Testador após alguns meses de empresa continua sendo apenas o executor de tarefas. Às vezes não há nem um período de adaptação e ele já começa a executar as funções do Analista de Teste, logo no começo das atividades. É comum também que o Testador exerça a função de Documentador sendo o responsável pela confecção da documentação dos sistemas.

Além de elaborar os Casos de Teste, é muito comum ver um Analista de Teste se enveredar pelos caminhos da automação, utilizando (inicialmente) recursos de ferramentas “Record & Play” que gravam as ações dos usuários na interface (através de mouse e teclado) e depois repetem as operações; fazendo assim o papel de um Automatizador.

Quanto ao Automatizador, por já dominar alguma linguagem de programação, esse profissional geralmente vem do desenvolvimento. E na grande maioria das vezes não iniciou carreira no Teste de Software.

O Arquiteto de Teste além de preparar toda a infra-estrutura da “área técnica” do Teste, em diversos momentos executa o papel do Líder de Teste, auxiliando também na ”área comportamental” como seleção de profissionais, acompanhamento de atividades, distribuição de tarefas, solução de conflitos…

O Líder de Teste, assim como Arquiteto de Teste, costuma também exercer o papel do Gerente de Teste, realizando definições gerais do planejamento dos Testes na empresa.

Além disso, observamos que em algumas empresas os profissionais do Teste não só executam funções dos diversos cargos da área, como também de outras. Por exemplo: ministram treinamentos, implantam sistemas, realizam levantamento de requisitos, visitam clientes, entre diversas outras atividades.

Para “mandar” é preciso no mínimo saber como se faz. Sendo assim, é fundamental que um Analista de Teste tenha sido um Testador, que um Líder ou Arquiteto tenha sido um Analista e que um Gerente tenha exercido pelo menos alguns papéis no Teste de Software.

Outra observação feita por nós e que deve ser comentada é o fato de que algumas empresas preferem trazer profissionais de outras áreas como Help Desk, Implantação, Desenvolvimento, para os cargos da área de Teste simplesmente por entenderem que para Testar, conhecer o negócio é mais do que suficiente.
Isso é muito relativo, do que adianta conhecer do negócio se o profissional não tem o feeling de Testador?! É mais difícil ensinar um profissional a Testar do que ensiná-lo o Negócio.

Para exercer qualquer das funções acima, uma condição básica para o profissional é ser:
• Investigador
• Criativo
• Questionador
• Detalhista
• Pró-ativo

E diga-se de passagem não é tão simples achar todas essas características em qualquer profissional.

As empresas não adotam a nomenclatura correta, por motivos diversos, mas não se iluda: exercer uma função que você não foi contratado para fazer não fará com que a sua empresa lhe pague um salário compatível com o cargo. Porém, como grande vantagem dessa troca de chapéus, você estará adquirindo experiência para pleitear na sua atual empresa, ou até mesmo no mercado, o cargo desejado.
Eis a realidade no nosso mercado, mas deixamos um questionamento:

• Está em nossas mãos fazer alguma mudança?

• Atualmente as empresas (RH e Diretoria Técnica) conhecem realmente os papéis e responsabilidades dos profissionais da área de Teste?

• O que nós, profissionais da área, estamos fazendo para ajudar as empresas conhecerem melhor os nossos cargos, salários, papéis e responsabilidades?

• Assumir diversos papéis nos torna um profissional melhor?

Source: http://asespecialistas.blog.com/2010/10/05/jobs/

Category: Cargos, Área de Teste, Cargo x Função, Papéis do Teste, Perfis do Teste

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