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By eliasnogueira
Olá pessoal!Hoje participei do treinamento no CInTeQ 2010 com a Dorothy Graham e gostaria de passar pra vocês minha experiência em ter participado deste treinamento.O inícioCheguei bem mais cedo do que estava previsto (as 8:00 e o curso iniciaria as 09:30), mas até aí tudo bem. Desci e tomei um café. Quando a sala estava disponível entrei e me deparei com uma senhora com aparência de vovó (daquelas que dá vontade de apertar os bochechas) sentada. Logo o meu raciocínio lógico e a apurado me diz: essa é a Dorothy.Objetivos do treinamentoO treinamento, basicamente, segue essa ordem (mas no nosso curso ela fez uma ordem diferente do material que recebemos, diz ela que com o intuito de experimentar para ver se o entendimento fica melhor):

Planejando e Gerenciando a Automação de Teste
Técnicas de Desenvolvimento
Arquitetura de Testes Automatizados
Pré e Pós processamento
Comparação da Automação (resultados)
Recomendações e Direções

Planejando e Gerenciando a Automação de Teste Foram colocados alguns pontos interessantes nessa primeira parte.

A Automação é um projeto (com todos as fases), e ainda é um projeto de desenvolvimento
Que ele precisa de objetivos bem definidos para ser desenvolvido

São objetivos da Automação de Teste

Executar testes tediosos ou difíceis de serem executados manualmente
Executar Testes de Regressão com maior frequencia
Garantir a repetibilidade dos Testes Regressivos
Ter o ROI (Retorno de Investimento) em não mais do que 6 interações de teste

Não são objetivos da Automação de Teste

Melhorar os testes
Reduzir a equipe
Reduzir o tempo e custo para arquitetar os testes
Automatizar todos os testes

As Métricas úteis para a Automação de Teste são aquelas que dão suporte a uma efetiva análise e decisão, e que são fáceis de coletar.Dentro das Métricas de Automação de Teste, podemos citar

Esforço para automatizar e executar os testes automatizados
Esforço para desenvolver um novo teste automatizado
Esforço para analisar as falhas
Tempo para executar os testes automatizados x testes manuais

A recomendação de métricas é a seguinte:

Não medir tudo!
Escolher três ou quatro métricas
Coletar e monitoras as métricas por alguns meses
Trocar a métrica se ela não fazer mais sentido

Sempre que quisermos aplicar a Automação de Testes pela primeira vez, devemos escolher um Projeto Piloto. Devemos lembrar que esse projeto deve:

Ser pequeno: de 3 a 6 meses e possuir de 3 a 6 pessoas (não é mandatório)
Não crítico: que não ponha em risco a entrega do projeto

E como um resumo deste item:

Conhecer os seus reais objetivos para a Automação de Teste
Medir o que é importante pra você e sua empresa
Utilizar de Projetos Pilotos para iniciar com sucesso a Automação de Teste
Atribuir responsabilidades para a Automação

Técnicas de Desenvolvimento (Scripting Techniques)As Técnicas de Desenvolvimento de Testes Automatizado tem como objetivos:

Reduzir custos
Ter um bom ROI (Retorno de Investimento)
Aumentar a capacidade dos testes
Evitar os custos excessivos de manutenção

Existem diversas técnicas de Desenvolvimento de Testes Automatizados, as apresentadas foram:

LinearO famoso “Record and Playback” (gravar e executar). Ele é rápido de criar mais difícil de manter.Pode trazer diversas ações duplicadas, que poderiam ser reaproveitadas

EstruturadaUtiliza-se da reutilização de scripts, criando assim uma biblioteca com as ações mais comuns automatizadas e executadas no sistema-alvo (SUT). Reduz custos de manutenção e geração de testes.

Data Driven (Orientada a dados)São scripts voltado para a massa de dados do teste onde os dados de testes são extraídos dos scripts e colocados em algum local (data source). O controle do script (execução) é feita pela leitura destes arquivos e esta técnica reduz custos de desenvolvimento do scripts, uma vez que os testadores podem criar os data sources.

Keywords (Palavras Chave)São scripts de controle de onde extraímos as instruções mais comuns em alto nível onde colocamos a definição destes scripts em uma linguagem de usuário (requisitos), podendo ser utilizadas em todos os níveis de teste (unitário, teste e aceitação)
Como resumo deste item temos:

Uma boa técnica aplicada a nossa realizada reduz custos de manutenção
A técnica de keyword é a mais sofisticada atualmente

Arquitetura de Testes AutomatizadosA arquitetura é um fator crítico de sucesso para a automação que deve ser separado da visualização que os testadores tem e que devemos separar os testes da ferramenta.Na arquitetura devemos pensar nos itens de Testware, como:

Dados do teste
Resultados esperados
Resultados obtidos
Logs
Scritps
Documentos
Utilitários
etc… (existe uma série de outros itens de testware)

Os benefícios de criar uma boa Arquitetura para a Automação de Testes são:

As ferramentas podem assumir o conhecimento
Podemos automatizar mais atividades/tarefas
Portabilidade dos testes
Baixa curva de aprendizado

Como resumo deste item temos:

Precisamos de padrões de configuração para tornar a automação mais eficiente
Testware
Criar um boa arquitetura a fim de reutilizar ao máximo os testes

Pré e Pós Processamento O pré-processamento são todas as atividades iniciais antes de iniciar efetivamente a automação, como a criação dos diretórios, carregamento de dados, etc…
O pós-processamento são todas as atividades quando o script termina sua execução, como a remoção dos arquivos temporários que não serão mais utilizados, remoção dos dados, etc..
Durante o processamento dos testes e sua execução devemos fornecer o status do teste.A ferramenta não pode ter a certeza que os testes realmente passaram, a ferramenta apenas faz uma suposição se os resultados estiverem dentro do esperado.O que nós devemos fazer é sempre analisar o resultado obtido da ferramenta e comparar com os resultados esperados.
Comparação da Automação (resultados)Existem diversos tipos de comparação de resultados da Automação de Teste e diferente forma de faze-los. Padrões para a comparação de resultados nos dá ganhos de eficiência e efetividade.Existem dois tipos de comparações: as dinâmicas e as de pós-execução.
Comparações dinâmicas:

Executadas durante a execução dos testes
Executadas pela ferramenta de teste
Informações de falha são geralmente gravadas em log.

Comparações de pós-execução:

Executadas depois que a execução de teste termina
Muito bom para comparar arquivos ou bases de dados
Pode ser separado da execução de teste
Pode ter diferentes níveis de comparação

Recomendações e DireçõesBasicamente foi uma resumo de toda a apresentação, onde podemos citar os seguintes pontos:

Criar scritps usáveis e reutilizáveis
Selecionar bons candidatos para a automação

que podem ser executados diversas vezes
demorados para executar manualmente
difíceis de executar manualmente

Começar o Projeto Piloto com poucos testes automatizados (10 a 20 testes)
Executar a automação em uma versão estável do software
Executar a automação em uma versão não estável do software, a fim de estudar seu comportamento e impacto
Medir sempre e criar estratégias para reportar os resultados (ROI)
Criar padrões para a automação
Separar a Arquitetura de Automação de Teste em níveis de abstração

A Dorothy tem uma excelente didática, além de dar diversos exemplos de estudo de casos. O interessante é que ela apresentou estudos de casos reais que não deram certo e o porquê de eles não terem dado certo.
Tivemos exercícios de fixação do conteúdo, como responder quais eram objetivos aceitáveis para a automação de teste e quais não eram e no final do dia tivemos um joginho para descontrair e aprender um pouco mais sobre automação.
LinksSite do CInTeQ 2010: http://www.cinteq.com.br/Site da Dorothy Graham: http://www.dorothygraham.co.uk/
Para ver a cobertura completa do CInTeQ 2010, acesse o blog QualidadeBR do Fabrício Ferrari

Cobertura CInTeQ 2010 – Dia 1 (parte 1)
Cobertura CInTeQ 2010 – Dia 1 (parte 2)

Cobertura CInTeQ 2010 – Dia 2 (parte 1)
Cobertura CInTeQ 2010 – Dia 2 (parte 2)
Conclusão do Evento

Abraços!

Source: http://eliasnogueira.com/cinteq-2010-test-automation/

Category: automacao, cursos

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