Post

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars
Loading ... Loading ...

By Eduardo Gomes

Quando falamos sobre o gerenciamento do tempo em nosso último post, destacamos que algumas atividades podem nos ajudar a obter um maior controle sobre o tempo. Sob a visão de gerenciamento de projetos, essas atividades estão relacionadas principalmente à área de conhecimento de Gerenciamento do Tempo. Mas podemos perceber uma forte relação também com outras áreas, como Gerenciamento de Custos, Riscos, Escopo, Qualidade e Integração.

Um dos primeiros e principais insumos para o gerenciamento do tempo dos projetos é o seu escopo, que pode ser representado pela Declaração de Escopo do Projeto, pela Estrutura Analítica do Projeto (EAP) e pelo Dicionário da EAP. Além do escopo, o Plano de Gerenciamento do Projeto também é um importante insumo para que o líder do projeto possa identificar as atividades que devem ser executadas.

Notem que quando falamos do projeto de teste, temos um escopo que é definido principalmente pelos requisitos do software, os quais serão validados através dos testes. Esses requisitos normalmente são entregues em pacotes, o que nos permite organizar as atividades de teste seguindo essa previsão de entregas. Mas atividades adicionais podem ser necessárias para cumprirmos os objetivos dos testes, mesmo não sendo atividades de teste propriamente ditas e devem ser consideradas para um efetivo gerenciamento do tempo. Um bom exemplo disso, seriam atividades relacionadas à capacitação da equipe ou à aquisição e implantação de alguma ferramenta necessária à realização dos testes.

Definidas as atividades necessárias ao cumprimento dos objetivos do projeto de testes, precisamos organizá-las no tempo, estabelecendo uma sequência lógica de execução. Para esta organização, além das técnicas de sequenciamento previstas na literatura para todos os tipos de projetos, nos projetos de teste devemos observar também a relevância e os riscos associados aos requisitos, para estabelecermos aquilo que merece maior atenção. Isso pode afetar as relações de precedência entre as atividades. Em seguida, deve ser identificado o que será necessário prover para que cada atividade possa ser realizada, incluindo pessoas, equipamentos e ferramentas. O quanto de cada recurso, quando será utilizado e por quanto tempo, são também definições que ocorrem nesse momento e impactam fortemente os custos do projeto.

Todas essas definições são pré-requisitos para o desenvolvimento do cronograma de testes, que é um processo iterativo. Mas elas podem também ser afetadas pelo cronograma, o que pode exigir revisões sobre as estimativas de recursos e prazos já estabelecidos. É importante observarmos que o cronograma evolui ao longo do projeto de teste, sensibilizado por mudanças no plano do projeto e em seu cronograma ou por ações decorrentes do gerenciamento de riscos associados ao projeto e seu escopo.

Gerenciar o tempo de projetos e principalmente de um projeto de testes, exige um acompanhamento cuidadoso do andamento das atividades, das mudanças ocorridas e da evolução dos riscos e do escopo do projeto. Em muitas ocasiões pode ser necessário sacrificar determinadas atividades para que os prazos do projeto sejam cumpridos. Nestas situações, é importante termos total controle sobre o cronograma e sobre o escopo dos testes. Isso nos permitirá reportar com propriedade aos intervenientes do projeto, o que está sendo sacrificado e quais os prejuízos à qualidade dos testes, informações preciosas para a tomada de decisão.

Source: http://basedetestedesoftware.blogspot.com/2010/02/gerenciamento-do-tempo-em-projetos-de.html

Category: Gerenciamento do Tempo

Você também pode querer ler

Comments are off for this post.