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By Eduardo Gomes
Recebemos em Brasília no dia 05/02, em um evento direcionado aos profissionais de teste do Banco do Brasil, o consultor e instrutor na área de testes e qualidade, José Correia da Iterasys, que nos apresentou sua visão sobre o processo de testes e estratégias de automação.

A palestra tratou dos desafios da automação de testes, dos aspectos positivos e das possíveis frustrações. Foi ressaltada a importância de um bom planejamento, por parte da organização, nessa fase de automação do seu processo de testes, abordando muito além da simples execução automatizada de atividades com maior velocidade. É necessário também que os processos sejam efetivamente melhorados.

Alguns aspectos abordados:

“Testar mais é possível” – Um forte argumento utilizado em defesa da automação é o ganho de produtividade decorrente. Mas para que isso realmente aconteça, não basta apenas automatizar o processo atual. É necessário pensar na melhor forma de se implementar a automação. “Mais, não necessariamente é melhor”. “Se um processo produz um produto com defeito, automatizar esse processo só servirá para produzir uma grande quantidade de produtos defeituosos em menos tempo”.

“Vai ficar pior antes de melhorar”- Ao automatizar os testes, possivelmente o processo ficará mais caro e lento, pois existe uma curva de aprendizagem. Somente depois de algum tempo é que os ganhos da automação serão percebidos.

“Vocabulário de Testes” – É um grande desafio no mercado de testes brasileiro, pois cada empresa tem um vocabulário diferente. As certificações têm um grande papel na unificação desse vocabulário.

“Testar melhor” – Importante a utilização de uma metodologia de testes. Foi descrito o Modelo V em sua representação mais conhecida e também como uma sequência de 8 peneiras (Requisitos, Análise, Arquitetura, Codificação, Testes Unitários, de Integração, Sistema e Aceitação), sendo que o profissional de testes pode participar em todas as fases do processo, pois qualidade deve ser uma preocupação em todas elas. Ao passar por todas essas peneiras, o produto possivelmente terá mais qualidade.

“Ferramentas de Automação” – Foram citados os principais tipos de ferramentas que apóiam o processo de testes: Planejamento de Testes, Gerência de Configuração, Virtualização, Registro de Defeitos, Padrões e Práticas, Cobertura de Código, Testes Unitários, Performance, Segurança e Robôs.

“ISO 9126 ” – Características de Qualidade – Necessidade de se ampliar o escopo dos testes, utilizando o conjunto de características e sub-características de qualidade para direcionar os esforços da equipe.

“Testar mais rápido” – Para que isso seja possível é preciso antecipar os testes, acompanhando o processo de desenvolvimento desde suas fases iniciais. É preciso também saber quando interromper os testes. O tempo das áreas de negócio pode ser diferente do tempo da qualidade.

“Testar a coisa certa” – Para se ter segurança do que se está testando, são necessárias ferramentas para Gerenciamento de Testes, Gerenciamento de Defeitos e Gerência de Configuração.

“Testar no ambiente certo” – O ambiente de testes foi descrito como um conjunto de fatores , não apenas de hardware. Fazem parte do ambiente, por exemplo, as pessoas envolvidas nas atividades de teste, softwares como ferramentas de teste, documentações do sistema, além do próprio hardware e ambiente físico.

“Virtualização” – Foi abordada a reprodução de ambientes de teste. No futuro os ambientes de produção também serão virtualizados, permitindo que os testes de uma aplicação sejam realizados compartilhando as mesmas condições de hardware e software disponíveis no ambiente produtivo.

“Testar mais barato” – Quando os testes se iniciam mais cedo dentro do ciclo de desenvolvimento, tem-se menos retrabalho e menor tempo para a liberação das soluções.

“Testar o que realmente importa” – Utilizar o gerenciamento de riscos para priorizar o que é mais importante, auxiliando no direcionamento dos esforços de teste. Uma estratégia de teste bem elaborada, considerando prioridades, é o que diferencia um teste produtivo de um teste improdutivo. Foram abordados também o Princípio de Pareto e o Diagrama de Causa e Efeito,ou Ishikawa, como ferramentas importantes para se priorizar o escopo de teste.

Concluindo sua palestra, José Correia ressaltou que o grande desafio na introdução da automação de testes numa organização não é aprender a utilizar as ferramentas ou se escolher a melhor ferramenta do mercado. O maior desafio é ter um processo robusto, que dê o embasamento necessário às atividades de teste.

Na sequência da palestra, foram abordadas as características das principais certificações em teste, especificamente a CSTE, a CBTS e a CTFL. Nessa exposição, foi ressaltada a grande oportunidade existente na área de testes e qualidade, onde temos uma carência enorme de profissionais e mesmo de conhecimentos sobre os temas da área. Os profissionais pioneiros certamente terão destaque nesse contexto.

Ao José Correia, o nosso agradecimento por compartilhar sua experiência profissional e vasto conhecimento. Esperamos tê-lo novamente conosco em outros eventos, contribuindo para a disseminação da cultura de testes e para o fortalecimento da área de testes e qualidade.

Source: http://basedetestedesoftware.blogspot.com/2010/02/falando-sobre-automacao-de-testes_07.html

Category: Automação, Eventos

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