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By Gustavo Quezada Você deve estar fazendo a seguinte questão “O que ele quer dizer com Dança das Cadeiras ou Samba do Crioulo Doido?”. Confesso que fiquei pensando nisso alguns dias, e como não consegui identificar se a rotatividade das pessoas nas empresas e projetos é a Dança das Cadeiras, ou se é o Samba do Crioulo Doido, acabei colocando essa questão para você decidir. Bem, como esse assunto é muito amplo e poderíamos ficar aqui horas e horas discutindo e expondo as nossas idéias, vou tentar focar em projetos de teste de software.A rotatividade das pessoas em projetos de teste de software é um fato. Essa nova era em que vivemos, “Era do Conhecimento”, umas das características do profissional, é a mobilidade em busca de melhores oportunidades.Segundo estudos do DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (publicados em 2007), no ano de 2006 a taxa mensal de rotatividade no Brasil era de 3,5% ao mês, que representa um índice anual de 42%. Em 2002, este índice era de 35% ao ano, ou seja, em cinco anos a rotatividade aumentou 20%, o que significa que em aproximadamente 2,5 anos, as empresas trocam seus quadros de funcionários.Muitas vezes as pessoas perguntam “Como resolver esse problema?”. O que eu sempre tento mostrar é que não se consegue resolver 100% do problema, mas é possível minimizá-lo fazendo um bom planejamento e gerenciamento de riscos. Vamos lá, quem aqui nunca teve esse tipo de problema em projetos que teve participação? Se você falar que isso não acontece na sua empresa me avisa que vou mandar o meu CV pra você :-). Pensando bem, acho que não vou fazer isso não, afinal, resolver os problemas dos projetos que é o legal e se fosse fácil, qualquer um faria !!!No momento em que estamos planejando os projetos é necessário levar em consideração o perfil dos profissionais que poderão contribuir para que o projeto seja executado com sucesso. Se você fizer um planejamento sem considerar esse item, provavelmente terá problema com a rotatividade de pessoas, pois precisará fazer a “dança das cadeiras” entre os projetos para atender o perfil que já devia ter sido pensado na hora do planejamento, isso sem considerar as pessoas que acabam saindo da empresa ou mudando de área. Sabemos também que em alguns casos não temos um profissional na empresa que tenha o perfil que o projeto está demandando, então, neste caso, temos o risco identificado e é necessário criar um plano de ação para mitigar o risco.Vale lembrar que mesmo com todo o planejamento feito, as técnicas selecionadas, o recurso e pessoas alocadas, os riscos identificados e, as partes interessadas comprometidas, sempre terão possíveis riscos de projeto com rotatividade da equipe. Neste caso, tudo o que você puder fazer para documentar o que está sendo feito no projeto de teste, faça. Só tome cuidado para não burocratizar o seu dia-a-dia.Vou tentar mostrar um exemplo clássico que acontece em projetos de testes:Vamos supor que temos um Gerente de Teste ou Projeto, um Líder/Arquiteto de Teste, um Analista de Teste e vários Testadores.Fase de PlanejamentoGerente de Teste: Ah, vamos alocar o Líder/Arquiteto X, o Analista Y e os Testadores A, B e C nesse projeto que vai dar tudo certo.Líder/Arquiteto de Teste X: Olha seu Gerente, para esse projeto precisamos de alguém que tenha conhecimento em testes de aplicação web e o Analista Y e os Testadores A, B e C não tem esse conhecimento, teríamos que treiná-los.Gerente de Teste: Não temos como fazer isso, os outros Analistas e Testadores que tem esse conhecimento não poderão participar do projeto e tenho certeza que você conseguirá resolver possíveis problemas técnicos que poderemos ter.Nesse momento o Líder/Arquiteto de Teste pensa “Vai dar [email protected]#$%ERDA” isso ai… :-(Fase de Análise de TesteAnalista de Teste Y identifica todos os casos de teste que devem ser feitos de acordo com os requisitos do sistema e executa todas as outras tarefas que pertencem a essa fase.Pausa para o café, reunião!Na reunião de acompanhamento do projeto o Gerente de Teste comunica para sua equipe que aconteceu um problema no Projeto W e o Analista de Teste Y terá que mudar de projeto, e o Analista Z irá substituí-lo.Agora acontece o problema de transição e compartilhamento do conhecimento do Analista Y para o Analista Z, afinal, quem sabe e entende do sistema é o Analista Y.Fase de Design de TesteAnalista Z faz todo o design dos casos de testes identificados na fase de Análise e executa todas as outras tarefas que pertencem a essa fase. Bem, tudo pronto para começar a execução dos testes.Fase de Execução de TesteTestadores A, B e C começam a execução sem ter uma visão geral de como funciona o sistema, e ai as dúvidas começam a surgir. Um problema atrás do outro, teste executado incorretamente, etc.Bem, esse é um exemplo resumido e simplista de como as coisas acabam acontecendo quando fazemos um planejamento sem considerar o perfil do profissional.Uma boa prática que ajuda a minimizar os problemas de rotatividade das equipes e transição de atividades é utilizar um Check List para cada fase. A idéia desse check list é passar o conhecimento adquirido em cada fase para os profissionais envolvidos no projeto.No post CheckList de Transição de Fases – Análise, Design e Execução de Teste coloquei um exemplo de check list para a transição entre as fases de Análise, Design e Execução de Teste.Agora me diz, na sua empresa acontece a dança das cadeiras ou samba do crioulo doido? Ou melhor, será que a dança das cadeiras acaba criando o samba do crioulo doido?Até+,Quezada

Source: http://gustavoquezada.blogspot.com/2009/07/danca-das-cadeiras-ou-samba-do-crioulo.html

Category: CheckList, Rotatividade de Equipes

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