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By Fabrício Ferrari de Campos
Continuando a série de posts sobre as técnicas de integração de sistema, aliás, preciso parar de começar e não terminar essas séries de posts (a das resoluções de questões da CTFL terminou, pelo menos por enquanto :)).
No último post sobre técnicas de integração de sistema, tínhamos comentado sobre a Top-down. Agora irei falar sobre a inversa da Top-down a Botton-up.
Na técnica Botton-up, a integração do sistema começa com a partir do nível mais baixo do software, ou seja, o módulo. O módulo é dito como o mais baixo nível se ele não depende de outro módulo. A Bottom-Up assume que todos os módulos foram individualmente testados antes.
Para integrar um conjunto de módulos usando a Bottom-Up, nós precisamos construir driver (controlador) que chamará o módulo a ser integrado. Uma vez que a integração de um grupo de baixo nível de módulos tenha sido considera satisfatória, o driver irá substituir o atual módulo e um ou mais drivers serão usados para integrar mais módulos com um conjunto de módulos já integrados. O processo de integração Botton-Up continua até todos os módulos terem sido integrados.
Segue abaixo um exemplo de uma integração usando a técnica Botton-up:

Integração Bottom-up dos módulos E, F, e G

Integração Bottom-up dos módulos B, C, e D com o E, F, e G

Integração Bottom-up do módulo A com todos os outros.

As vantagens da técnica Botton-up são:

Permite verificação antecipada de comportamento de baixo nível;
Stubs não são necessários;
Mais fácil para formular dados de entrada para algumas sub-árvores;
Mais fácil para interpretar dados de saída para outras sub-árvores.

As desvantagens da técnica Botton-up são:

Os testadores não podem visualizar as funções em nível de sistema a partir de uma parte do sistema já integrada. Aliás, eles não podem visualizar as funções em nível de sistema até o último driver ser colocado;
Geralmente, as decisões principais estão incorporadas nos módulos de alto nível. Desta maneira as principais falhas do sistema não podem ser encontradas até que os módulos de alto nível estejam integrados. Logo a verificação de comportamento de alto nível é retardada.

Após ter visto a técnica Botton-up e a Top-down (aqui), podemos comparar as duas:

Validação das principais decisões: Os módulos de alto nível contêm as principais decisões. As falhas na modelagem dessas decisões são detectadas antecipadamente, se a integração realizada é a Top-down. Na técnica Botton-up, essas falhas são detectadas no final do processo de integração;

Dificuldade em elaborar os casos de teste: na abtécnica Top-down, como mais e mais módulos são integrados e stubs são utilizados mais distantes do módulo de alto nível, torna-se cada vez mais difícil a elaboração do comportamento do stub e a entrada do teste. No entanto, na técnica Botton-up, um comportamento é elaborado para um driver, através da simplificação de um comportamento de real do módulo;

Reusabilidade de casos de teste: usando a técnica Top-down os casos de teste são elaborados para testar a interface de um novo módulo e pode ser reusado para fazer testes de regressão nas próximas iterações. E futuramente os casos de teste podem ser reusados para o teste de nível de sistema. No entanto, usando a técnica Botton-up, todos os casos de testes incorporados aos drivers, exceto o driver para o teste alto nível, não podem ser reusados.

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Fonte:
NAIK, Kshirasagar; TRIPATHY, Priyadarshi. Software Testing and Quality Assurance. Hoboken (New Jersey): John Wiley & Sons, Inc., 2008.
Teste de Integração, Sistema e Aceitação, Alexandre Mota. (link)

Source: http://qualidadebr.wordpress.com/2009/04/12/tecnicas-de-integracao-de-sistema-bottom-up/

Category: Teste & Qualidade de Software, botton up, integração de sistemas, técnicas, teste de integração, teste de software, top down

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